04/12/2006

Ourificando a Dor

Ourificando a Dor

Todos nós, de alguma maneira, sofremos. Enquanto se tenha corpo físico há sofrimento. No rosto de cada pessoa transparece o sofrimento.Enquanto estivermos no corpo físico estamos sujeitos às leis deste plano, como doença, calor, frio, fome, velhice e muitas necessidades, como teto, vestimentas, alimento, trabalho e muitas outras.

Sofremos por falta de luz, sofremos por falta de experiências, sofremos porque não temos com que pagar o aluguel, sofremos porque o dinheiro não dá, sofremos porque um negócio não nos sai bem, sofremos porque as coisas não saem como esperávamos, sofremos por causa do mal que nos faz uma pessoa, sofremos quando temos maus vizinhos, sofremos quando alguém nos rouba ou engana.

Sofremos porque alguém não nos é fiel, sofremos por uma queda ou um golpe, sofremos por uma traição, sofremos porque devemos trabalhar duro para ganhar a vida, sofremos porque nos tratam mal, sofremos por uma perda ou fracasso, sofremos por um problema de saúde ou uma doença, sofremos porque não podemos ter tudo o que queremos, sofremos ao sentir-nos frustrados, sofremos na presença de eventos inevitáveis em nossa vida (separações, mortes); sofremos e não suportamos a deterioração do corpo físico, seus órgãos e sentidos; sofremos pela inconsciência das pessoas, sofremos pelo clima, etc.

Quando abençoamos o Pai amado e abençoamos o que nos ocorre e pedimos ao pai que transforme tudo isso em luz, em amor, entrega, em pureza, em santidade, em paciência, tolerância, compreensão, em mansidão, respeito, resignação, obediência, em autotransformação, em devoção, em perdão, estamos morrendo em muitos defeitos e limitações e impedindo o nascimento ou fortalecimento de muitos mais.

Ao mudar de atitude diante destas situações e abençoar o Pai amado, nossos semelhantes, o clima, as circunstâncias em que fomos colocados, etc., estamos arrancando ressentimentos, rebeldias, rancores, vingança, críticas, amor-próprio, soberba, exigências, pretensões, iras, ódio, impaciência, violência, medos, preocupações, dureza de coração, má vontade, ateísmo, reclamações, presunções, insultos, ofensas, más palavras, dúvidas, desconfiança, invejas, fantasias, suposições, calúnias, auto-méritos, conjecturas, mentiras, auto-enganos.

Abençoando o Pai Santíssimo pelo que ele nos dá, pelas situações agradáveis ou desagradáveis, pelas necessidades de cada dia, pelo salário que recebemos; pelo que nos dá, seja pouco ou muito; pelas doenças, dores, alegrias, venturas, triunfos, fracassos, eventualidades e por toda situação que a vida nos depara, avançamos em mística, santidade, amor e entrega ao Pai bendito, destruímos orgulhos, soberba,egocentrismos, exigências, avançando, assim, rapidamente.

Sem saber eu trabalhava para o inimigo secreto e me afastava cada vez mais de ti. Perdi a conta de meus erros passados e de minhas blasfêmias sucessivas. Sim, sim. Blasfêmias profanas eram estas vidas diante de tua glória mais santa.

Os sacerdotes do templo branco apiedaram-se deste miserável pecador, curaram minhas asas rotas e recuperaram meus olhos com o brilho inefável da ciência do templo.

Quando acordei constatei estupefato que todo este mundo não passava de uma piada de mau gosto, executada por um grupo de orangotangos diante do teu Augusto Trono. Este mundo não vale mais que a asa de um mosquito, ensinou-me o grande Profeta Muhammed.

Quem encontrou o mundo, encontrou um cadáver, pronunciou-se o meigo Kabir Nazareno. A glória deste mundo é como uma flor, bela pela manhã e já murcha a tarde, sussurrou em meus ouvidos o meditativo Buda Siddharta.

Amiguinhos, eu vi tudo que havia debaixo deste sol, e só encontrei vaidades.
Devas santos, exércitos de luz nascidos do vento sagrado, filhos da aurora, pilares do templo branco, mestres de sabedoria. Sou um eterno aspirante rendido aos vossos pés de lótus. Vós sois a família mais santa que ampara e consola o errante peregrino. Entre vós aprendi o significado da palavra Fraternidade.

Da soleira do santuário aprendi o verdadeiro amor por todo o cosmo infinito. Dancei a dança dos dervixes entre as estrelas do microcosmo interior. Por vossa graça vi as coisas inefáveis escondidas atrás do véu do santuário de Isis.

Cala-te, cala-te... cala-te profano. Sem vós eu não seria nada; para sempre uma sombra errante, o galho seco separado da videira sagrada.

Aqueles que zombam de vossa sabedoria eterna , cospem em suas próprias almas. Aqueles que viram as costas para os Mestres de Sabedoria dão as costas para o sol, para a fonte da vida, e passam a ser guiados por sua própria sombra.

Que o esforço de meus cansados pés, possam remover uma pedrinha no caminho dos que vierem depois de mim e eu poderei morrer em paz.

Que a paz divina esteja convosco. Pela graça de Deus, o compassivo e misericordioso. Que assim seja.”