Levantei chateado já pensando nos inúmeros problemas que eu tinha para resolver naquele dia, um gosto amargo na boca, dores pelo corpo e uma angústia esquisita me invadia a alma e dizia que eu não havia dormido bem. Eu parecia uma barata tonta, não tinha idéia de "por onde começar"...
Quando sai para a rua fui surpreendido por um dia maravilhoso, um sol "gostoso" iluminava um céu azul quase sem nuvens.
Angustiado com meus problemas que pareciam ser os mesmos de sempre, parecia que nunca iria sair daquele círculo de aflições, quando percebi que minhas pernas estavam me levando por todos os lugares que queria, mesmo sem ordenar nada, que meus braços eram fortes e poderia utilizar essa força para o trabalho e que meu cérebro possuía ainda um raciocínio muito rápido.
Mais à frente, vi um menino de no máximo 3 anos, com os bracinhos esticados e nas pontas dos pés pulando para alcançar uma fruta no alto de uma árvore.
Mesmo com todo o seu esforço, empenho e alegria, percebi que ele nunca iria conseguir alcançar aquela fruta e nesse momento notei que nós somos iguais aquela criança, na maioria dos nossos dias, colocamos nossa felicidade, nossos melhores sonhos, em lugares tão altos como aquela fruta estava para o menino. Perseguimos frutos que não estão ao nosso alcance e desprezamos o belo, as coisas boas que a vida nos oferece e nem damos a devida atenção.
Percebi então, quanto tempo estava perdendo, desejando frutas tão altas, enormes e maduras, muito além do que poderia alcançar.
Amando quem não me amava, trabalhando onde não me sentia feliz, fazendo coisas somente para agradar quem nunca mereceu, desejando coisas que nem sabia se me fariam de fato felizes.
Então compreendi que a felicidade está sempre por perto.
Felicidade está onde nós estamos e está sempre em situações onde nós podemos alcançá-la.
Adaptado, ... de um anônimo.