03/02/2007

Psicologia

PSICOLOGIA, UM CAMPO DE CONHECIMENTO A SERVIÇO DA FELICIDADE HUMANA

Reza a tradição que no pórtico do santuário grego da ilha de Delfos, templo sagrado onde os mortais eram recebidos para conhecer os vaticínios do deus Hélios (ou Apolo, para os romanos) liam-se duas frases: "Conhece-te a ti mesmo" e "Nada em excesso".

Nelas, estampava-se a eterna questão que sempre desafia: "quem sou eu?".
Pois da resposta a esta pergunta inúmeras outras se seguem: o que posso fazer de mim mesmo? como me equilibrar melhor? o que, na verdade, desejo para mim? de que tipo de pessoa preciso? como me oferecer melhor a alguém? que futuro está em minhas mãos construir, para mim e para os meus?

E assim por diante, pois tais indagações desafiaram homens e mulheres em todas as épocas.
A psique humana, sede do todo — Em todos os momentos da história humana cogitou-se sobre este aparentemente estranho componente humano que é a psique.

No Ocidente, sucessivamente, os gregos, os romanos, a cultura medieval italiana, a cultura humanista francesa, alemã ou inglesa e a cultura contemporânea européia e norte-americana produziram vasto material teórico sobre a alma (psyché, em grego) e o psiquismo humanos.

No Extremo Oriente, sucessivas gerações de pensadores hindus vedantas ou jainistas, chineses taoístas, nepaleses ou tibetanos budistas e japoneses xintoístas compuseram belíssimos poemas épicos sobre a aventura que é conquistar o próprio interior.

Na África e no Oriente Médio, pensadores islâmicos e hebraicos dedicaram sua vida a tentar entender o que se passa no interior humano e quais as relações deste interior com o mundo que nos abriga a todos, a Mãe Terra.

E até em regiões inóspitas como o Ártico, xamãs siberianos tentam há milênios buscar as mesmas respostas!

Mas foi apenas a partir dos Séculos XIX e XX que o estudo da mente humana e de suas manifestações gradativamente passou a Ciência, com métodos próprios de investigação e de explicação teórica; porque antes, em todas as culturas anteriormente conhecidas, a Psicologia, a Religião, a Filosofia e diversos ramos da Medicina, como Neurologia e Fisiologia, compunham um todo interligado e mutuamente dependente.

Só nos últimos 100 ou 150 anos é que os psicólogos definiram melhor seus objetos de estudo (a psique humana, as formas humanas de comportamento e a consciência humana) e afirmaram a independência da Psicologia como ciência em si; entretanto, muito do que o conhecimento humano produziu e registrou em períodos passados veio até hoje influenciando o conhecimento psicológico.

E nem poderia ser diferente, pois o ser humano é um fenômeno extremamente complexo e que exige sempre uma abordagem muito vasta, mais vasta do que somente uma ciência — seja qual for — conseguiria explicar.